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Benvindos Atouguia da Baleia

Turismo

• PRAIA DA CONSOLAÇÃO

A Praia da Consolação é dotada de excelentes condições terapêuticas - numa aberta enseada, o iodo acumulado aliado a outras condições naturais, e pela exposição ao Sol, proporciona o bem estar de numerosas pessoas que nela procuram, com satisfação, a cura dos seus males de origem reumática e óssea.

Esse facto é único no continente europeu e leva à Consolação, anualmente, muitos milhares de pessoas.

Do lado Norte, a paisagem é completamente diferente. A partir do forte avista-se um largo e muito extenso areal que se prolonga por vários quilómetros em direcção a Peniche. Banhada pelo mar de ondulação forte, esta praia é muito apreciada pelos praticantes de surf e windsurf.

 

• PRAIA DE SUPERTUBOS

Praia dos Supertubos fica situada ao sul de Peniche e é protegida do vento norte pela muralha do porto.

Formada por uma considerável extensão de areal e uma envolvente de dunas, permite-nos para além de contemplar a natureza, contemplar o mar imponente que temos bem à nossa frente.

É também mundialmente famosa, pelas suas ondas tubulares. Sendo uma paragem quase que obrigatória, é considerada pelos surfistas como a melhor onda europeia.

O site http://www.wannasurf.com considera-a uma praia destinada a surfistas com experiência, sendo apreciada pelo seu chão de areia e pelas ondas que se prolongam pela praia adentro.

 

• TORRE E MURALHAS DO CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA

Provavelmente construído ao longo dos séculos XII e XIII, as suas paredes integram na sua argamassa vestígios de cerâmica romana e é hoje o mais antigo testemunho edificado da ocupação humana em Atouguia da Baleia. Outrora estas muralhas constituíam parte das obras defensivas do antigo porto, protegendo a população e os bens de piratas, corsários e invasores, hoje quase ignoradas. 

Infelizmente o que se mostra apenas constitui uma parte do que resta daquelas muralhas e a torre que ainda subsiste nem sequer seria a de mensagem. No entanto valeria a pena honrar a memória das gerações passadas defendendo e divulgando a sua herança cultural e identidade, em nome da legítima expectativa das gerações futuras.

 

CRUZEIRO DE ATOUGUIA DA BALEIA

O cruzeiro de Atouguia da Baleira, datado de 1525, encontra-se dentro da povoação de Coimbrã e ergue-se sobre uma plataforma ajardinada. à qual se sobre por alguns degraus e detem a inscrição gravada "António da Costa por sua devoção mandou fazer no ano de 1525".

O cruzeiro encontra-se dentro de uma edícula de planta quadrada, com 4 aberturas, coberta por cúpula piramidal, rebocada. Assente em alto soco piramidal, é formado por fuste cilíndrico, capitel com inscrição em caracteres góticos, com aro envolvente com entrançados fitomórficos; sobre o capitel assenta o crucifixo, de pontas em flor-de-lis, com o Cristo relevado numa das faces, a "pietá" na outra. Um pelicano assenta sobre a cruz, em base com inscrição em caracteres góticos.

 

ERMIDA DE SÃO SEBASTIÃO E SANTA LUZIA

A Ermida de São Sebastião e Santa Luzia remontam ao século XVI e é caracteriza pelos registos azulejares seiscentistas, representando Santa Luzia (40 azulejos) e São Sebastião (30 azulejos).

 

FONTE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

A Fonte de Nossa Senhora da Conceição, construída no Século XIV (provável), encontra-se a poucos metros da Igreja com o mesmo nome sendo conhecida também por Fonte Gótica, Fonte do Infante (topónimo constatado em documentação setecentista) ou Fonte dos Gafos, devido à existência de uma Gafaria à data da sua construção.

A fonte, cujo serventia é enquadrada por um arco de ogiva, coroado por um brasão ostentanto as antigas armas da vila, apresenta traços de uso como lavadouro, beneficiando hoje no seu repouso, do enquadramento do ajardinamento que lhe foi oferecido.

 

Cronologia

1165 - Povoada a vila por Wilhelmo Lacorne, fidalgo francês, como prémio de ter ajudado D. Afonso I na tomada de Lisboa; 

1167 - Foral dado por D. Afonso I; 

1218 - Foral confirmado por D. Afonso II; 

1313 - provável da construção da fonte, mandada erigir pela Rainha Santa Isabel, que viveu na Atouguia nessa data; também conhecida por Fonte dos Gafos, por ter sido construída perto da fonte uma Gafaria, onde existia um grande tanque no qual eram banhados os doentes antes de entrarem no albergue; 

1373 e 1376 - Cortes celebradas no reinado de D. Fernando; 

1510 - Foral novo dado por D. Manuel em Santarém; 

1759 - D. José I manda justiçar o último

 

FORTE DA PRAIA DA CONSOLAÇÃO

O Forte da Praia da Consolação num esporão rochoso sobre o mar, no extremo Sul da enseada de Peniche, virando a fachada principal, em que se abre o portal, para o largo principal da Consolação, em frente à igreja paroquial.

 

Cronologia 

1645 - conclusão da construção da fortaleza, segundo lápide sobre o portal, iniciada c. de 1641, por iniciativa do Conde de Atouguia e senhor de Peniche, D. Jerónimo de Ataíde (CALADO 1991);

1665 - terão sido levado a cabo obras deampliação da primitiva plataforma (CALLIXTO 1980);

1755 - a bateria voltada ao mar desmorona-se por acção do terramoto;

1796 - estão já construídas as 5 plataformas do lado O., para assentamento de bocas de fogo, não se voltando a reconstruir o baluarte (Planta do Arquivo Militar, CALLIXTO 1988);

1800 - construção da bateria com 15 canhoeiras voltadas à enseada, que em conjunto com uma paliçada de estacaria, incluíndo a Igreja, cortava o acesso por terra à fortificação, formando um campo entrincheirado (Planta do Arquivo Militar, Nº 1571, CALLIXTO 1988);

1832 - obras de restauro;

1947 - instalação de colónia de férias, a cargo das Religiosas do Sagrado Coração de Maria;

1974 - instalação da Associação recreativa Forte Clube da Consolação.

 

IGREJA DA MISERICÓRDIA DE ATOUGUIA DA BALEIA

Construída entre os séculos XVII e XVIII, a Igreja da Misericórdia de Atouguia da Baleia, caracteriza-se pela austeridade e singeleza das linhas, típica do estilo chão, aqui conciliado com aspectos da arquitectura popular como são os remates telhados das fachadas, sobre cornija ou beiral duplo; o interior segue o esquema maneirista da capela-mor entre 2 capelas laterais, mais baixas, todas elas pouco profundas e quase à face, mas a restante decoração é essencialmente barroca: silhar de azulejos policromos tipo "tapete", pinturas fitomórficas das capelas, retábulo-mor de talha policroma e cadeiral da Irmandade colocado no lado da Epístola, sobressaindo o remate do espaldar pelo seu recorte, o qual é acentuado pela pintura decorativa, ainda que já esteja muito esbatida. A pintura das almofadas parece ser posterior, talvez do séc. 19 ou mesmo 20.

 

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição está intimamente ligada a um milagre ocorrido com uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, muito venerada na Atouguia. A imagem, muito carcomida, foi substituida por imagem nova e guardada numa capela secundária da povoação onde, mais tarde, foi encontrada a transpirar, deitando lágrimas e com o rosto rosado.

Assim, em 1694, os devotos da terra, com ajuda de esmolas do povo e o apoio da Rainha D. Maria Sofia de Neuburgo, construíram a presente igreja para albergar a imagem, para a qual mandaram fazer um corpo de roca.

Arquitectura religiosa, maneirista, barroca. Igreja de peregrinação, de uma só nave e capela-mor mais baixa, abobadadas, vasta alpendrada envolvendo a fachada principal e secundárias comunicando com os átrios e através destes com a nave, capela-mor e salas anexas. 

Características maneiristas na conjugação das massas e volumes; dinâmica barroca conferida pelo frontão da empena e pelo jogo de contrastes de materiais empregues no exterior e no programa decorativo do interior.

Contraste entre as massas algo atarracadas do exterior e o espaço amplo e luminoso do interior; jogo dinâmico nos contrastes entre materiais: a pedra negra e a cal no exterior, os jogos de mármores coloridos com o branco da pedra calcária e das paredes caleadas.

 

IGREJA DE SÃO JOSÉ

Construída no século XVIII, a Igreja de São José, de estilo Barroco e planta octogonal, serve de sepultura ao Padre, João Rodrigues e Brito como se encontra inscrito na lápide: Aqui jaz o irmão do reverendo Padre João Rodrigues e Brito, vigário que foi na igreja de São Leonardo desta Vila. Faleceu a 8 de Outubro de 1706. Pede pelo amor de Deus um Pai Nosso e uma Avé Maria.

A Igreja de São José sofreu obras de requalificação e de ampliação para ser implantado o CIAB - Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia, que foi inaugurado a 17 de março de 2012.

Este projeto resulta de uma parceria entre o Município de Peniche, a Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia e a Paróquia de São Leonardo.

Integrado na Rede Museológica do concelho de Peniche, o CIAB tem como objetivo o estudo, a valorização e a divulgação do património histórico e cultural do concelho, proporcionando uma visão integrada da região histórica de Atouguia da Baleia. Para tal, abarca conhecimentos de diversas áreas cientificas que vão desde a geologia e da paleontologia à arqueologia e à história, passando também pela geografia humana e pela antropologia.

 

MOINHO DE VENTO DE JOÃO FIRMINO

O Moinho de Vento de João Firmino, classificado como monumento nacional, teve utilização agrícola e industrial e encontra-se isolado, perto de uma estrada, tendo das imediações uma barragem.

Descrição 

Planta circular, massa simples; construção com tejadilho cónico assente no fechal de cima, com mastro prolongado na retaguarda, de 2 pisos; porta recta, com a data 1895 pintada na verga, encimada por pequeno óculo e janela; 2 janelas sobrepostas na fachada posterior, existindo uma outra lateralmente. Barra amarela na base do cilindro e contornando porta e janelas.

 

PELOURINHO

De entre os símbolos de poder local poucos serão tão emblemáticos quanto o Pelourinho. Além de distintivo da autonomia administrativa concelhia, afirma a jurisdição judicial, representando normalmente as justiças municipais. O Pelourinho não esgota a sua função ao nível simbólico, constitui durante séculos o sustentáculo e cenário da execução de Justiça municipal, é a sua sombra e nos seus degraus que se executam diversas penas e castigos. O Pelourinho pela sua forma, implantação e significado bem pode ser considerado o eixo da vida concelhia.

Em todos os Concelhos, em que existam estes marcos do património histórico, eles ocupam um espaço dominante na praça central, da povoação antiga, normalmente rodeado de outros emblemas de poder local: a Igreja, a Câmara, ou mesmo (como no caso de Atouguia) o Castelo.

Rodeados de uma necessária encenação proporcionada pela expressão arquitectónico-artística, os Pelourinhos desenvolvem-se na altura, sobre degraus, alteando-os sobre os munícipes , proporcionando um palco para a execução de algumas justiças , e afirmando sobranceiramente a autonomia local. A decoração apresentada pelos Pelourinhos reflecte as épocas da sua construção, no seu gosto e atitudes, permitindo diferentes formas e características e estas estruturas, desde os Pelourinhos Românicos , passando pelos Manuelinos (Gaiola), chegando mesmo aos Neoclássicos. São elementos usuais em qualquer Pelourinho: os degraus, a coluna (singela, torsa ou canelada, decorada ou não) e o remate, assente no capitel, além do gosto da época, exprimia a heráldica dominante (do Rei ou do Senhor).

A actual freguesia de Atouguia da Baleia tem a felicidade de contar com um belo exemplar de Pelourinho Manuelino, herança de um passado de autonomia e pujança económica, social e politica. A extinção do Concelho de Atouguia da Baleia em 1836, que transportou para Peniche a sede administrativa da região deixou para trás este marco histórico fundamental.

Este Pelourinho não se limita a existir e agradar esteticamente; situado no seu local original, rodeado pela Igreja de São Leonardo, pela sede da actual Junta de Freguesia e pelo que resta do castelo de Atouguia, ele fala-nos do gosto do séc. XVI que o erigiu ao estilo Manuelino, com base de três degraus, capitel facetado, coluna decorada e coroada em pinha, pelas armas heráldicas dos Condes de Atouguia, das quais já apenas resta memória de terem sido picadas após a tentativa de assassinato de D. José em 1758.

De facto trata-se de um eloquente testemunho da importância desta estrutura arquitectónica e do seu valor simbólico do poder dos Ataídes, que o Marquês de Pombal pretendeu eliminar mandando picar todas as suas representações heráldicas, e apagando com a maior eficácia essa memória do nosso Pelourinho.

O papel do Pelourinho de Atouguia como eixo da vida local não se extinguiu no século XVIII, com o desaparecimento dos poderosos Condes de Atouguia, de facto o Pelourinho não constituía apenas um símbolo do poder (Real ou Senhorial), e continuou a funcionar como símbolo das justiças e actividade municipal, era aí que se desenrolavam os pregões oficiais, era também aí que se leiloavam e arrematavam rendas e propriedades, e que faziam deste Pelourinho fulcro e cenário da vitalidade municipal e parte integrante da vida diária dos munícipes, nos seus actos mais solenes.

A simbologia de Pelourinho é ainda tão forte nos nossos dias que levou à construção de algo semelhante, junto ao edifício da Câmara de Peniche, procurando evocar o que havia sido apeado em finais do séc. XIX por embaraçar o trânsito. Felizmente o trânsito em Atouguia era menos intenso e a memória, beleza e identidade

 

TOURIL

O que diz a História…

Muito e nem sempre bem se tem escrito acerca do Touril de Atouguia da Baleia. Ora falha a memória, ora a erudição, ora o espírito cientifico. Um historiador enquanto investigador e cientista, assenta os seus trabalhos em fontes criteriosamente trabalhadas e interrogadas acerca da sua veracidade e fiabilidade.

São efectivamente fiáveis e verídicos os documentos e testemunhos históricos que inadvertidamente nos dão conta da existência e função do Touril de Atouguia da Baleia pelo menos em dois momentos: 1770 e 1775.

Em 1770, no dia 18 de Janeiro, o tabelião de Atouguia da Baleia passava uma certidão ao administrador e reitor da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o Padre João Alvarez de Carvalho, em como a Igreja era proprietária de umas casas na “Rua Grande” (também designada na altura por Rua Direita) em Atouguia, algumas destas casas situavam-se junto á Igreja da Conceição. A certa altura consta na mesma certidão que essas casas eram utilizadas “ não só para cómodo das Romagens, Círios, pois nelas se tem acomodado algumas pessoas nas tais ocasiões; mas também para uso e depósito de algumas madeiras e outros trastes de móvel que servem nas ocasiões em que há destas de touros”.

Mas se a existência de festas de touros junto à Rua Direita não comprovaria directamente a utilização do Touril enquanto local de realização das mesmas, já o documento seguinte o assinala inequivocamente.

Numa escritura de aforamento de umas casas da Igreja de Nossa Senhora a Gerardo de Faria Gama e sua mulher, em 21 de Julho de 1775, constam como cláusulas que este inquilino pagaria anualmente à Igreja, 1600 reis e uma galinha. Outra cláusula constante na escritura refere que “não devem os ditos foreiros levantar casa no Touril ou curral e terão obrigação de o dar pronto todas as vezes que for necessário à dita Igreja para o seu curro se correrem touros, cavalhadas ou fazerem-se festas semelhantes”.

Assim pelo menos já no século XVIII existia o Touril de Atouguia da Baleia e nele se faziam as festas de touros.

 

IGREJA DE SÃO LEONARDO

Esta Igreja é um Templo que deverá ter sido construído pelos fins do século XII, de estilo romano/gótico, com posteriores marcas manuelinas.

A frontaria é ladeada pela Torre Sineira, rematada por duas pirâmides.

O portal, do século XII, é constituído por três arquivoltas que irrompem de pequenas colunas capitelizadas, de decoração realista. No frontão rasga-se uma rosácea.

Segundo uma tradição, esta Igreja tinha alguns dos seus travejamentos feitos com ossadas de baleias capturadas em grandes quantidades pelos pescadores do então porto de pesca de TOURIA ou ATOGIA e mais tarde, ATOUGUIA DA BALEIA.

SÃO LEONARDO, Patrono desta Vila

Diz a tradição que uma Imagem de São Leonardo (não a que se encontra no Templo, esta é do século XVI) vinha a bordo de um barco que transportava prisioneiros gauleses, da Costa Atlântica para a do Mediterrâneo, o qual naufragou junto então porto de ATOGIA.

Como todos se tivessem salvo do naufrágio, foi ali, naquela Vila construída uma Igreja em acções de graças a São Leonardo, cuja Imagem os acompanhava e ao qual atribuíram o milagre de não terem perecido todos no mar.

Em Portugal, parece ser a única Igreja erigida a este Santo e Atouguia da Baleia a única Paróquia com este nome : São Leonardo.

A festa litúrgica é celebrada a 6 de Novembro, ultimamente no Domingo mais próximo como se faz em NOBLAT, para que toda a Paróquia o possa celebrar nas diversas comunidades.

A Feira de São Leonardo absorve totalmente o dia 6 de Novembro.



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